
Já vimos, há algumas semanas, que o ICQ está longe da boa forma de outrora, sendo, hoje, mais um antro de publicidade da Aol e de si mesmo do que qualquer outra coisa. Boa parte desse estado lastimável do comunicador instantâneo deve-se à má gestão e indiferença da Aol, dona do programa desde 1998, quando o adquiriu da Mirabilis por cerca de US$ 400 milhões. Detalhe: já naquela época, a Aol tinha o AIM, não por acaso o principal concorrente do ICQ no mercado americano.
Passados mais de dez anos, hoje a Aol está... diferente. Recentemente, a marca desassociou-se da Time Warner, reformulou sua marca e website, e reajustou o foco, que agora está em conteúdo. Nessa sucessão de mudanças, o ICQ, que nunca fora um exemplo de integração com o restante da marca Aol, não se encaixa mais nos planos da empresa, que pretende passá-lo para frente o quanto antes.
Os primeiros rumores de uma possível venda surgiram em novembro, e de lá para cá, vários grandes players demonstraram interesse. De Google a Skype, passando até pelo Napster, parece que o mais forte deles é a DST (Digital Sky Technologies), um forte investidor russo do Facebook. Motivo? Na Rússia, o ICQ possui cerca de 8,3 milhões de usuários ativos, o que dá quase 1/3 dos pouco mais de 30 milhões de usuários no mundo todo. Baseada na Rússia, torna-se evidente o porquê do interesse da DST, bem como de outras gigantes, como a Google, que, com a aquisição, entraria de sola nesse grande mercado.
Independente de com quem fique o ICQ, torcemos muito para que seu novo dono faça um bom trabalho na prometida nova versão, o ICQ 7. Menos propaganda, mais praticidade. Usei pouco o ICQ na sua época áurea, mas confesso que gostaria de vê-lo voltar à briga como nos velhos tempos.
Fonte: TechCrunch.
