Muita gente nutre o sonho de ter um servidor doméstico, mas acaba esbarrando numa série de problemas que inviabilizam a realização do sonho. Denter eles, o sistema operacional. Dá para usar um sistema "comum" para essa finalidade, mas o ideal é ter um destinado especificamente para essa tarefa.
Pensando nesse público (ainda) restrito, em 2007 a Microsoft lançou o Windows Home Server. Baseado no núcleo do Windows Server 2003, era uma versão do Windows vendida pré-instalada em servidores, a maioria da HP. Não chegou ao Brasil, sequer foi traduzido para o português, mas... bem, lembremos apenas que o primeiro Windows doméstico 64-bit, o XP, jamais saiu por aqui.
Em fevereiro surgiram rumores e comentários, potencializados pelo vazamento da build 7360, do novo Windows Home Server, codinome Vail. Agora baseado no Windows Server 2008 R2, última versão para servidores do Windows, e cheio de novidades, naquela época as novidades foram comentadas por alguns sites, como o Within Windows, do Rafael Rivera. Semana passada, a Microsoft liberou o primeiro beta público oficial do Vail, e com ela, mais detalhes.
O WHSV antecipa uma tendência que muitos analistas apontam desembarcará na próxima versão doméstica do Windows: compatibilidade apenas com hardware 64-bit, nada de versão 32-bit. Ele trará integração com inovações trazidas pelo Windows 7, com criação/integração com Homegroups e suporte a streaming de mídia, esse último baseado num player em Silverlight, apto a rodar vários formatos, e com visual belíssimo (lembra o Zune Software).

O dashboard, central por onde o administrador controla os recursos e funções do servidor, foi remodelado, e agora roda numa janela própria. Além disso, também será mais personalizável, o que permitirá aos fabricantes de servidores domésticos inserir logo, modificar as cores e até opções da aba Home (principal).

Uma das áreas que receberá mais mudanças é o sistema de add-ins. A Microsoft implementará um padrão de assinatura e certificação, semelhante ao de aplicativos e drivers, a fim de assegurar a qualidade e segurança deles. Outra medida da Microsoft será centralizar add-ins num catálogo online, contando com controle de versões, o que impedirá que usuários instalem versões datadas, além de dar suporte a serviços baseados em assinaturas, como antivírus. Rivera, em sua análise, ainda especula sobre uma possibilidade bastante interessante: add-ins que afetam os PCs conectados ao servidor doméstico. Se isso realmente for possível, as possibilidades são enormes; imagine, por exemplo, instalar um antivírus no servidor e estendê-lo às máquinas/clientes conectadas à rede?
Por fim, o Vail será mais "esperto" com o que acontece nele e nos PCs da rede, gerando relatórios de erros que ajudam a identificar problemas, manutenção e backups agendados (inclusive nos PCs clientes), e verificação dos PCs clientes por antispywares e antivírus.
O Windows Home Server "Vail" deve ser lançado ainda em 2010. Mais imagens, neste set do Rafael Rivera, no Flickr.
