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W3C considera padronizar Proteção contra Rastreamento do IE9

Publicado por Rodrigo P. Ghedin em 25/02/11 às 22h23

W3C, órgão que regula padrões na Web, considera padronizar a recurso do Internet Explorer 9 que protege a privacidade do usuário, a Proteção contra Rastreamento.

Em mais um grande exemplo de como o mundo dá voltas, uma solução criada pela Microsoft agradou tanto os responsáveis da W3C que pode, no futuro, se tornar um padrão Web.

Em dezembro do ano passado, a Federal Trade Comission, agência independente do governo norte americano cuja principal função é proteger consumidores, demonstrou preocupação sobre o rastreamento de sites na Web e pediu que os responsáveis pelos principais navegadores do mercado dessem atenção ao que chamou de função "do not track", ou numa tradução livre, "não rastreie".

A Microsoft foi a primeira a apresentar sua solução, baseada em listas de permissão/negação, públicas e gerenciadas pelos próprios usuários, de forma semi-automática. Chamado "Proteção contra Rastreamento", essa solução chegou aos usuários no Release Candidate do Internet Explorer 9, já disponível para download, e estará presente, com destaque, na versão final do mesmo.

Leia um tutorial detalhado da Proteção contra Rastreamento do IE9.

Mozilla (Firefox) e Google (Chrome) também correram atrás. A solução da dona do Firefox é atrelar o bloqueio aos cabeçalhos HTTP dos sites, o que demandaria ações efetivas de todos os donos de sites que entram nos critérios condenados pela FTC. Tire disso o fato de que muitos não estão exatamente preocupados com a privacidade dos usuários, e temos um (grave) problema nessa implementação.

No Chrome, a Google trouxe uma extensão, a Keep My Opt-Outs. Bem mais singela e, em teoria, menos eficaz que as demais.

Proteção contra rastreamento, no IE9.

Das três, a que mais tem agradado é a da Microsoft, pela robustez, facilidade de implantação e transparência. Tanto que, hoje, a Microsoft anunciou via IEBlog a aprovação da submissão da Proteção contra Rastreamento na W3C, órgão mundial responsável por estabelecer e cuidar dos padrões que regem a Web. No texto da página de sumissão, Thomas Roessler, da W3C, ressalta que a proposta da Microsoft veio em boa hora e está bem alinhada aos objetivos e prioridades do consórcio. Ele também informa que um workshop para debater o assunto está em preparação e deve ocorrer nos dias 28 e 29 de abril, na Universidade de Princeton.

O mundo dá voltas, como dito, porque por anos a Microsoft jogou contra padrões Web, forçando seus próprios no Internet Explorer e causando uma quebradeira geral de páginas não otimizadas para o mesmo, custos elevados no desenvolvimento de sites e dilemas horríveis para quem trabalha na área, do tipo "faço o site corretamente mas 'errado' no IE, ou vice-versa?". De vilã, a empresa mudou sua postura e desde o IE8 vem investindo pesado na adequação do velho motor Trident aos padrões vigentes. E agora, não bastasse a complacência com o que já foi estabelecido, ela vai além e ajuda na proposição de novos padrões — esse, em especial, de longe o melhor das opções disponíveis no momento.

Fonte: CNet.









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