
Em seu blog, Sean Sullivan, assessor de segurança da finlandesa F-Secure, disse que uma boa estratégia para diminuir os constantes e crescentes casos de contaminação de PCs Windows por arquivos *.pdf maliciosos é a Microsoft criar um visualizador próprio para esse formato, e distribui-lo com o Windows.
O grande problema do Adobe Reader, além das várias falhas de segurança que, às vezes, demoram semanas para serem corrigidas, reside nalgumas capacidades do programa, como poder abrir executáveis, rodar JavaScript, ou ainda abrir arquivos automaticamente em navegadores. Tantos problemas chamaram a atenção de crackers, que em apenas um ano, aumentaram a produção de exploits que exploram-no em oito vezes (informação da McAfee).
Desde 2007 o formato *.pdf é um padrão ISO, o que significa que a Microsoft não precisaria pagar royalties à Adobe, caso decida criar mesmo esse visualizador. Hoje, os Office 2007 SP2 e 2010 já possuem a capacidade de gerar arquivos no formato, mas não consegue visualizá-los. A Microsoft, há alguns anos, lançou um competidor, o *.xps (XML Paper Specification), que possui um visualizador nativo no Windows, o XPS Viewer. Não emplacou.
O fantasma do antitruste ronda a Microsoft, mas atitudes recentes da empresa, como o lançamento do (excelente) Security Essentials, antivírus bastante eficiente e gratuito, dão margens a ideias como a proposta por Sullivan. Ele ainda dá outra saída para o problema: uma versão simplificada do Adobe Reader, capaz apenas de visualizar arquivos, sem os recursos avançados que o atual possui e que o abre a brechas e falhas de segurança.
Enquanto nada é feito para barrar esse novo El Dorado dos crackers, é bom ficar de olho, evitar abrir qualquer *.pdf por aí, e ficar atento aos links em que se clica.
Fonte: PC World.

No Gmail, procuro abrir os arquivos diretamente no Docs. No Chrome, utilizo o plugin "Visualizador de PDF/PowerPoint do Google Docs (do Google)" para abrir esses arquivos diretamente do navegador, deixando de lado o Adobe Reader. Fica a dica! ;)