Foto por San Jose Library.
O mundo, definitivamente, dá voltas. Na última década, a Microsoft travou uma verdadeira batalha épica nos tribunais europeus por conta das acusações da União Europeia de que a empresa utilizava-se de práticas monopolistas no seu principal produto, o Windows.
A solução para o embate jurídico veio sob a forma de multas milionárias (acima dos US$ 700 milhões) e a criação de edições exclusivas do Windows XP e Vista, as "N", que vêm sem o Windows Media Player pré-instalado.
Agora, anos depois, a mesma União Europeia nomeou o Windows Vista, uma das versões mais contestadas do sistema, como uma das melhores (a terceira, para crianças com menos de 10 anos) ferramentas para filtragem de conteúdo na Internet, recurso muito apreciado para evitar que crianças tenham contato com conteúdo inadequado.
O teste contemplou 26 ferramentas de controle dos pais para PC, 3 para consoles e duas para smartphones. Elas passaram por baterias de testes que incluíam protocolos e programas populares, como streaming de mídia, P2P, FTP, IRC, Skype, Windows Live Messenger e email.
No geral, o estudo aponta que as ferramentas cumprem bem seus papéis, mas alerta que, mesmo com todo o poder conferido aos pais, ainda há 20% de chances de que material inadequado a crianças, especialmente do tipo que as incentiva à se machucare (anorexia, suicídio e auto-mutilação) podem passar pelos filtros. Outra crítica da UE recai na escassez de programas do tipo para plataformas móveis.
O estudo pode ser lido na íntegra aqui. À frente do Windows Vista no ranking de ferramentas para crianças com menos de 10 anos, ficaram o Mac OS X (1º lugar) e o Safe Eyes. Já na lista das ferramentas para crianças com mais de dez anos, o Mac OS X manteve a liderança, seguido por Profil e PureSight. Nessa, o Vista aparece em nono lugar.
Fonte: winrumors.
