Tudo é relativo, já dizia o velho físico alemão. Até mesmo coisas que, em essência, são erradas, podem ser relativizadas dependendo do contexto.
Vide alguns casos de pirataria na China, Rússia e outros oito países com governos que, se não são autoritários, têm um quê opressor. Nesses locais, a incidência de software pirata é altíssima. Aproveitando-se dessa “falha cultural”, os governos locais estão usando como pretexto o combate à pirataria para derrubar ONGs filantrópicas contrárias aos seus interesses.
Em resumo, as ONGs filantrópicas usam software pirata, o governo dificulta a vida delas por conta disso, mas visando acabar com as atividades que, de uma forma ou de outra, não lhe convém.
Nenhuma empresa ou pessoa sã embasaria essa prática, e com a Microsoft não é diferente. A empresa, também muito conhecida pela sua luta contra a pirataria, abre exceção para esses casos e legaliza, gratuitamente, programas piratas que ONGs do tipo estejam usando, justamente para evitar que essas sirvam de desculpa para serem eliminadas.
Uma excelente medida, afinal, não há preço que pague a luta por melhores condições de vida e a segurança dos direitos básicos de todo ser humano.
Fonte: Neowin.
