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Tudo é relativo, até a pirataria

Publicado por Rodrigo P. Ghedin em 18/10/10 às 14h23

Para proteger ONGs filantrópicas de governos opressores, Microsoft está disposta a doar licenças de software a elas.

Tudo é relativo, já dizia o velho físico alemão. Até mesmo coisas que, em essência, são erradas, podem ser relativizadas dependendo do contexto.

Vide alguns casos de pirataria na China, Rússia e outros oito países com governos que, se não são autoritários, têm um quê opressor. Nesses locais, a incidência de software pirata é altíssima. Aproveitando-se dessa “falha cultural”, os governos locais estão usando como pretexto o combate à pirataria para derrubar ONGs filantrópicas contrárias aos seus interesses.

Em resumo, as ONGs filantrópicas usam software pirata, o governo dificulta a vida delas por conta disso, mas visando acabar com as atividades que, de uma forma ou de outra, não lhe convém.

Nenhuma empresa ou pessoa sã embasaria essa prática, e com a Microsoft não é diferente. A empresa, também muito conhecida pela sua luta contra a pirataria, abre exceção para esses casos e legaliza, gratuitamente, programas piratas que ONGs do tipo estejam usando, justamente para evitar que essas sirvam de desculpa para serem eliminadas.

Uma excelente medida, afinal, não há preço que pague a luta por melhores condições de vida e a segurança dos direitos básicos de todo ser humano.

Fonte: Neowin.









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