Ontem a Microsoft liberou a primeira atualização do Windows Phone 7. Cumprindo o prometido, todos os smartphones ativos no mercado equipados com o sistema operacional foram ou serão atualizados, independente da falta de boa vontade de operadoras e/ou fabricantes — na plataforma Android, a dificuldade para atualizar o sistema é vista como um dos mais graves problemas que seus usuários enfrentam.
Apesar da marca histórica, afinal, é a primeira (de muitas, segundo Michael Stroh) atualização do WP7, a atualização não é lá muito empolgante. Não é, ainda, o pacote "NoDo", esse previsto para a primeira metade de março e que, dentre outras coisas, trará o recurso copiar-e-colar. A atualização de ontem é rotineira, foca em atualizar o próprio sistema de atualização, preparando terreno para outras futuras.
O processo de atualização ocorre via Zune Software, que deve ser atualizado antes — o aviso do update ocorre pelo próprio programa ou via Windows Update. Feito isso, basta conectar o smartphone via USB no computador e seguir as orientações que surgirem na tela. Relatos dão conta de que, em média, o processo dura pouco menos de trinta minutos. Quem utiliza Mac OS X também pode proceder à atualização, só que, nesse caso, precisa recorrer ao Windows Phone 7 Connector.
A atualização atingirá todos os usuários, de forma paulatina, em etapas. Essa prática é comum na indústria, evita a sobrecarga de servidores, tornando o processo como um todo mais longo, porém, mais seguro.
A Microsoft criou uma página no site do Windows Phone que servirá de changelog do sistema. Ali serão listadas todas as atualizações da plataforma, com detalhes sobre o que muda em cada uma delas, incluindo essa primeira. Na descrição, lê-se o seguinte: "Fizemos alguns melhoramentos na maneira de distribuir atualizações de software para assegurar que o processo permaneça funcionando suavemente para você". Bastente informal, em linguajar bem acessível.
Apesar da boa nova, alguns usuários têm reclamado de que a atualização "brickou" seus smartphones. "Brickar" é um neologismo, significa que um gadget parou de funcionar. Vem do inglês "brick", que significa "tijolo", uma alusão ao fato de que, inutilizado, o gadget passa a servir apenas como peso de papel. O problema, aparentemente, afeta com mais intensidade o modelo Omnia 7, da Samsung. A Microsoft está atenta ao caso, que se desenrola num tópico do Answers, serviço de suporte oficial da empresa para usuários domésticos.
Com informações do WinRumors e Windows Phone Secrets.

