Saiu a edição referente ao ano-base de 2010 de um estudo anual sobre a pirataria e seus impactos econômicos conduzido pela Business Software Alliance, grupo que tem entre seus membros a Adobe, Microsoft, Apple e Symantec.
Os dados são alarmantes, segundo o CEO da BSA, Robert Holleyman, em comunicado oficial. Em 2010, US$ 59 bilhões em software foram pirateados ao redor do mundo, um aumento de 14% em comparação a 2009.
Os mercados emergentes, em especial a América Latina, Europa oriental e a Ásia, são as áreas com as maiores taxas de pirataria. As duas primeiras têm 64% de software pirata, enquanto a terceira, 60%. No Brasil, o índice ficou em 54%, abaixo da média do continente, mas ainda acima da mundial — essa, em 42%.
Em 2010, 50% dos computadores vendidos foi para mercados emergentes, mas apenas 20% dos lucros com a venda de software veio deles. Na América do Norte foi encontrada a menor taxa de pirataria, 21%.
A BSA descobriu que, em muitos casos, a pirataria ocorre involuntariamente. 60% das pessoas entrevistadas no estudo acreditam que podem comprar uma única licença de software e utilizá-la em quantos computadores quiser, desde que em ambiente doméstico. No mundo corporativo, o percentual de pessoas com esse tipo de pensamento cai, mas continua alto: 47%. Esse tipo de atitude é, segundo a BSA, a forma mais comum da pirataria.
Com palavras duras, como “roubo”, Holleyman cobrou ações mais enérgicas dos governos para ajudar a conter a pirataria, especialmente através da educação e conscientização dos cidadãos e criação de leis de proteção à propriedade intelectual.
Mais informações sobre o estudo completo estão disponíveis no site da BSA (em inglês).
Via CNet.

E se fosse o contrário? O preço alto dos produtos causam um prejuizo à população de US$ 59 bilhões. Imagina se fosse isso?