Há poucos dias a Microsoft lançou, para iOS, o sistema que move iPhone, iPod touch e iPad, o aplicativo Photosynth. Ele utiliza a mesma tecnologia usada no site, que permite criar ambientes tridimensionais a partir de imagens comuns, capturadas com qualquer câmera digital, inclusive as de celulares.
Esse lançamento causou certa indignação entre usuários do Windows Phone 7, sistema da Microsoft concorrente do iOS. Ele ainda não tem o aplicativo do Photosynth, o que gerou atrito entre o time responsável por esse e os usuários da plataforma Windows Phone.
Visando apazigar os ânimos, Blaise Aguera y Arcas, arquiteto do Bing Mobile, escreveu em seu blog pessoal as razões para essa estratégia… estranha. Ele, na realidade, se antecipou, prevendo que nos dias seguintes ao lançamento do aplicativo para iOS ouviria muito a pergunta "por que vocês não lançaram esse app primeiro para o sistema da própria Microsoft?".
Blaise atribui às restrições do Windows Phone ao uso da câmera e à dificuldade em programar em baixo nível no sistema a ausência do aplicativo nessa plataforma. Como eles queriam lançar o app "logo", foram para uma mais "madura" e "com um número maior de usuários", pois no Bing, eles querem alcançar o maior número de pessoas possível. Com o tempo, esperam poder trazer ao Windows Phone novidades e recursos.
O arquiteto ainda lembrou que, no início, o iOS também apresentava uma série de limitações que, com o passar do tempo, foram superadas pela Apple. No caso do Windows Phone, mudanças dramásticas no suporte a desenvolvedores estão prevista para o fim do ano, com a atualização "Mango". Dentre outras coisas, a câmera será mais acessível a quem desenvolve programas, o que talvez facilite a vinda do Photosynth ao sistema.
Apesar de justas as explicações, fica um gostinho amargo para quem tem Windows Phone. Numa analogia, seria o mesmo que a Apple lançar o FaceTime só para Android, ou a Google disponibilizar o Gmail apenas para Windows Phone. Em outras palavras, uma saia justa.
