Steve Jobs era realmente uma pessoa um tanto quanto controversa. Nada comedido nas palavras quando se referia a seus rivais.
Em sua biografia que começou a ser vendida está semana em vários países do mundo, podemos ver detalhes de sua relação com Bill Gates, o mais antigo desses rivais e também um importante parceiro de negócios, com quem Jobs parecia ter uma relação de amor e ódio.

Steve Jobs disse a Walter Isaacson, seu biógrafo, que admirava Mark Zuckerberg por não ter vendido o Facebook.
Disse também que não via mais ninguém importante na área de redes sociais. Em certos momentos o co-fundador da Apple demonstrava certo desprezo pelo Google, pela Microsoft e seus respectivos fundadores.
Eles não entendem nada, disse Jobs, referindo-se às duas rivais da Apple.
Isaacson conta que Bill gates foi visitar Steve Jobs em maio deste ano, quando o fundador da Apple já estava bastante doente. Ambos passaram algumas horas juntos e falaram sobre casamento, filhos, educação e, claro negócios. Bill comentou que Jobs havia provado que o modelo da Apple, que controla inteiramente os produtos que vende, podia ser bem sucedido.

Então Jobs respondeu que o modo de negociar da Microsoft, que licencia o software para outras empresas fabricarem os equipamentos, também funcionava. Certamente que ambos estavam certíssimos.
O Mac convive há décadas no mercado com Pcs de milhares de marcas que rondam softwares da Mirosoft. O sucesso das duas estratégias é inquestionável.

Mais tarde entrevistando Bill Gates, Isaacson perguntou a ele sobre a conversa. O que eu não disse a ele é que o modelo da Apple funciona desde que haja um Steve Jobs no comando, disse Gates.
De volta ao Vale do Silício, Isaacson perguntou a Jobs se ele realmente achava que o modelo da Microsoft era bom. É claro, o modelo de negócios fragmentado deles funciona.
Mas não leva a produtos realmente grandiosos. Ele produz porcarias. Esse é o problema, pelo menos a longo prazo, respondeu Jobs.
