
A Pwn2Own já é um evento bastante tradicional no meio da informática. Uma vez por ano, hackers reúnem-se em torno de um objetivo comum: invadir sistemas explorando brechas de navegadores. Em 2010, os primeiros resultados são bem similares aos vistos ano passado.
O primeiro a cair foi o Safari no Mac OS X 10.6 (Snow Leopard). Tido como um sistema seguro, a facilidade com que o navegador/sistema da Apple é invadido, ano após ano, põe essa certeza em xeque. Charlie Miller, o mesmo hacker que invadiu o sistema ano passado e em 2008, fez o serviço mais uma vez, agora usando um exploit remoto via site, acessado pelos organizadores do evento.
Na sequência, foi a vez do Internet Explorer 8 no Windows 7 sucumbir. O holandês Peter Vreugdenhil usou um ataque de quatro camadas para burlar proteções nativas do Windows 7, como DEP e ASLR, e então utilizou-se também de um expoit remoto para tomar o controle da máquina.
Próximo: Firefox 3.6 no Windows 7 64-bit. O alemão Nils usou a Calculadora do sistema operacional para causar uma vulnerabilidade de corrupção de memória para executar a invasão, não sem antes também desabilitar DEP e ASLR. Ele diz que poderia ter iniciado o ataque a partir de qualquer processo, e levou alguns dias para criar o código invasor.
Apenas o Chrome ficou de pé, e ninguém sequer ousou tentar invadi-lo. Charlie Miller, ano passado, deu algumas dicas sobre o porquê do navegador do Google ser tão seguro:
"Existem alguns bugs no Chrome, mas eles são difíceis de se explorar. Tenho uma vulnerabilidade do Chrome bem aqui, mas não sei como explorá-la. É bem difícil. Eles têm aquele modelo de sandbox, que é complicado de burlar. Com o Chrome, é uma combinação de fatores - você não consegue executar na pilha, nas proteções do sistema operacional (Windows) e na sandbox."
Todos os hackers que obtiveram sucesso levaram, além do próprio notebook usado no teste (MacBook Pro 15", HP Envy Beats 15", Sony Vaio 13" e Alienware M11x), US$ 10.000,00 e 20000 ZDI points, que dá direito a mais dinheiro, viagem e cadastro na DEFCON, em Las Vegas.
Lembrando que todos os sistemas e programas usados nos testes estava atualizados ao máximo, e as falhas exploradas só serão divulgadas após os fabricantes taparem os buracos usados para a execução delas.
Fonte: Neowin.
