Ao longo da década de 1990 e no começo da seguinte, a Microsoft se viu diversas vezes nos tribunais europeus respondendo a acusações de concorrência desleal, dentre outras, principalmente por embutir o Internet Explorer no Windows e prejudicar competidores ao não fornecer informações que davam vantagem ao seu produto ante os demais.
Sabendo da força que a União Europeia tem nessas questões envolvendo antitruste e mostrando, mais uma vez, que nos negócios não há espaço para o bem absoluto e o mal total, agora é a vez da Microsoft acusar na Europa. No caso, a Google.
A Microsoft oficializou uma acusação contra a Google por práticas desleais nas áreas de pesquisas online e smartphones (esse longo post, por Brad Smith, traz detalhes). A empresa reclama, por exemplo, de não ter acesso a informações que possibilitem a ela o desenvolvimento de um app decente do YouTube, no nível dos que são oferecidos em smartphones movidos a Android e iOS. Hoje, o "app" do YouTube para Windows Phone 7 é mais ou menos um atalho para a versão móvel do site — e nem é a em HTML5.
A acusação mais séria, porém, é nas buscas. A Microsoft diz, e promete provar com análises de especialistas, que a Google discrimina competidores em seu sistema de veiculação de anúncios, cobrando mais caro de anunciantes em potencial que representem algum risco à empresa.
Irônica para alguns, essa situação demonstra uma inversão no que estávamos acostumados a ver em se tratando de Microsoft: em vez de dominar, ela agora corre atrás do prejuízo em mercados novos e que têm muita atenção — e investimentos. Seus produtos, Windows Phone 7 e Bing, respectivamente, apareceram tarde e, mesmo com atrativos próprios e boa recepção por parte de usuários e mídia especializada, ainda não embalaram.
Com informações do Mashable.
