Processos por quebra de patentes são mais comuns do que parecem. Grandes empresas encontram alegações e indícios de que concorrentes violaram patentes e usaram tecnologias alheias em seus produtos e, caso não saia um acordo entre as partes, o problema acaba nos tribunais.
A Microsoft e a Barnes & Noble, livraria que comercializa o ereader NOOK Color, estão prestes a figurar como partes em mais um desses processos. Nesse caso, a Microsoft alega que a B&N tenha incluído na experiência de usuário do NOOK, seu ereader movido a Android, elementos que constituem patentes detidas pela gigante de Redmond. Essa especifica, a título de exemplo, os seguintes detalhes: "maneiras naturais de interagir com dispositivos apertando várias telas para encontrar a informação necessária, navegar na web mais rapidamente e interagir com documentos e ebooks". Como se vê, são alegações bastante vagas, o que leva a crer que haverá muita discussão e, provavelmente, maior detalhamento das infrações cometidas pela B&N quando as duas estiverem em juízo.
Além da Barnes & Noble, também serão processadas, em conjunto, a Foxconn e a Inventec, empresas que atuam na fabricação do hardware do NOOK.
Segundo Horacio Gutierrez, vice-presidente corporativo da Microsoft, a empresa tentou por mais de um ano chegar a um acordo com as três processadas, sem sucesso. A negativa do trio deixou a empresa sem saída a não ser partir para a via judicial, afinal, há responsabilidades e interesses de clientes, parceiros e acionistas, além de proteger os investimentos anuais de bilhões de dólares, nas palavras do próprio, no desenvolvimento de programas e serviços.
Não é a primeira vez que a Microsoft processa outra empresa por infrações de patentes usando o Android. Em outubro do ano passado, a Motorola foi acionada pela justiça a pedido da Microsoft por conta de melhorias feitas no Android que equipa alguns smartphones da empresa.
Fonte: Mashable.
