Nem Google, nem Bing. Na China, o buscador número um é o Baidu. Responsável por 83% das pesquisas online no país com a maior quantidade de pessoas conectadas (470 milhões), na hora de falar inglês, porém, ele se complica.
Segundo Kaiser Kuo, porta-voz do Baidu, o buscador não tem conseguido êxito para lidar com a indexação e organização de resultados em inglês, o idioma mais importante do mundo dos negócios e, cada dia mais, utilizado em consultas no próprio Baidu. Atualmente, são realizadas cerca de 10 milhões de consultas em inglês no Baidu por dia.
Para encurtar o caminho na busca por uma busca melhor (!) em inglês, em vez de investir em pesquisas, o Baidu firmou parceria com a Microsoft para utilizar o motor do Bing nas consultas feitas no idioma inglês. A parceria começará a mostrar resultados até o fim do ano.
Para a Microsoft, esse acordo é de suma importância em sua batalha contra a hegemonia do Google, ainda hoje o buscador mais utilizado do mundo. Desde a introdução do Bing, a empresa de Steve Ballmer adotou uma aposta agressiva e diferenciada no campo de buscas online, com publicidade pesada, aquisições e parcerias grandiosas (como a com a Yahoo! e, agora, Baidu) e uma abordagem diferente para a própria busca, que em muitos pontos é bastante elogiada lá fora.
O Google, por sua vez, há um ano e meio se rebelou contra governo chinês, que censura, sem cerimônia, o conteúdo da Internet acessado no país. Termos relacionados à democracia, assuntos espinhosos no país (como o massacre da praça da Paz Celestial, de 1989) e redes sociais populares, do Facebook ao Twitter, são vetados no país. Ante a pressão do governo para censurar os resultados das buscas, a Google simplesmente pulou do barco e abandonou o país. Depois voltou, mas a relação continua estremecida...
A Microsoft, segundo um porta-voz da empresa em comunicado ao The New York Times, adota uma postura mais complacente em respeito aos costumes e leis de cada país onde atua, embora deixe claro que tem lá suas diferenças sobre as políticas de gerenciamento de conteúdo do governo chinês.
