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Microsoft acusada de ferir GPL v2 em ferramenta gratuita

Publicado por Rodrigo P. Ghedin em 17/11/09 às 09h03

Microsoft usa código-fonte licenciado sob GPL v2 sem seguir a licença, e cria pequeno tumulto junto à comunidade open source. Erro foi admitido, e adequações prometidas para breve.

GPL v2, a Microsoft devia conhecer.

Tem certas coisas que as empresas poderiam evitar. Atitudes erradas que, por menores que sejam, repercute negativamente, arranham a imagem, e por aí vai. Lembram da Ferramenta de Download USB/DVD do Windows 7? Trata-se de um programinha bem simples, que possibilita, de forma automatizada, passar uma imagem (*.iso) do Windows para um DVD ou mesmo um pen drive, feita para, porém não exclusivamente, clientes da loja virtual da Microsoft, que têm a opção de baixar o Windows após efetuar a compra, ao invés de esperarem o recebimento da caixinha com as mídias de instalação.

Ocorre que essa ferramenta tem, em seu código-fonte, partes do projeto ImageMaster, licenciado sob GPLv2, e hospedado no CodePlex. E como todo software licenciado sob GPL v2, que fizer uso dele, precisa respeitar algumas regrinhas, dentre as quais, esta:

2. Você pode modificar sua cópia ou cópias do Programa, ou qualquer parte dele, assim gerando um trabalho baseado no Programa, e copiar e distribuir essas modificações ou trabalhos sob os termos da seção 1 acima, desde que você também se enquadre em todas estas condições:

a) Você tem que fazer com que os arquivos modificados levem avisos proeminentes afirmando que você alterou os arquivos, incluindo a data de qualquer alteração.

b) Você tem que fazer com que quaisquer trabalhos que você distribua ou publique, e que integralmente ou em partes contenham ou sejam derivados do Programa ou de suas partes, sejam licenciados, integralmente e sem custo algum para quaisquer terceiros, sob os termos desta Licença.

c) Se qualquer programa modificado normalmente lê comandos interativamente quando executados, você tem que fazer com que, quando iniciado tal uso interativo da forma mais simples, seja impresso ou mostrado um anúncio de que não há qualquer garantia (ou então que você fornece a garantia) e que os usuários podem redistribuir o programa sob estas condições, ainda informando os usuários como consultar uma cópia desta Licença. (Exceção: se o Programa em si é interativo mas normalmente não imprime estes tipos de anúncios, seu trabalho baseado no Programa não precisa imprimir um anúncio.)

Algo que, obviamente, não aconteceu. A Microsoft usou código de um projeto open source, licenciado sob GPL v2, mas ocultou tal informação na licença do novo software, nem liberou as alterações feitas no código.

Não demorou muito para um posicionamento oficial ser tomado. No site Port 25, o braço open source da Microsoft, um post esclarecendo as coisas foi publicado. Nele, Peter Galli explica que a criação do programa foi terceirizada, e que o uso indevido de código de terceiros passou batido pelos revisores da Microsoft. No entanto, isso não é desculpa para se escusarem da falha. Galli afirmou que o programa de gravação de imagens voltará a ser disponibilizado em breve (tiraram-no do ar quando o escândalo estourou), e dessa vez em consonância com a GPL v2, ou seja, com o código-fonte totalmente liberado, e referências ao projeto original.

Fonte: Within Windows.

Agradecimentos ao leitor Ibraim, que mandou a sugestão desse post via e-mail. Valeu!

Comentários
Ferramenta de Download US... comentou em 11/12/09 às 09h52: Responder [...] nenhum entrave, desde que a Microsoft respeitasse a licença. Não o fez, e isso acabou gerando buzz negativo. Para minimizar os efeitos, a Microsoft, que alega não ter tido culpa no caso, já que a [...]
Guilherme comentou em 18/11/09 às 22h54: Responder kkkkkkkk
sempre assim
não aprendem msm
Guilherme comentou em 18/11/09 às 20h54: Responder kkkkkkkk
sempre assim
não aprendem msm
Ibraim comentou em 17/11/09 às 19h07: Responder Ghedin, valeu pela consideração (uhuuul!)... Não era pra tantoo, rsrsrs. Vida longa ao WinAjuda!
CYGNUS X-1 comentou em 17/11/09 às 17h59: Responder Que pida essa empresinha.
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