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Hotmail e o duro caminho para se tornar ″cool″

Publicado por Rodrigo P. Ghedin em 01/07/11 às 14h19

Trabalhos de base para tornar o Hotmail mais rápido podem ser o ponta pé inicial numa revolução dentro do serviço. Seria o Hotmail capaz de se tornar... ″cool″?

Ontem a Microsoft detalhou as melhorias internas implementadas no Hotmail no sentido de torná-lo mais rápido, muitas relacionadas à dica publicada em meados do mês passado com exclusividade pelo WinAjuda.

Dick Craddock, o autor do post e gerente de programa de grupos do Windows Live, explica os pormenores, os trabalhos de engenharia feitos nos bastidores do Hotmail para ajudá-lo a ser rápido. Qualquer um que tenha experimentado o webmail antes das mudanças nota claramente os ganhos obtidos com essa reengenharia. O único "problema" é que ela demorou muito para ser feita. Sete anos, para ser mais exato.

Desde 2004, o Gmail tem sido paradigma no que toca a webmail. Não só em características técnicas, mas em procedimentos de atualização (rápidas e constantes) e senso de comunidade que se criou. O Hotmail não tem, ou pelo menos não tinha até semana passada, nada disso. Pior, é sinônimo de analfabetismo digital, como naquela tirinha que compara estereótipos aos webmails usados:

A dura realidade.

Houve uma malfadada tentativa de mudar a percepção do Hotmail com a introdução de endereços @live.com e até mudanças na própria nomenclatura do serviço (Windows Live Mail); não colou e ainda causou mal estar com os usuários ativos do serviço, o que fez a Microsoft voltar atrás.

Fica a sensação de que, justamente para agradar esse pessoal que se "acomodou" com o Hotmail do jeito que ele é, a Microsoft teme mudanças drásticas em seus core services. O lema "faça algo bom e eles virão", que praticamente todas as concorrentes aplicam, não surte efeito. A Microsoft espera alguém de fora inovar para, (bem) depois, correr atrás. Seria uma boa mudar essa postura e passar a liderar a inovação, da mesma forma que faz em outras áreas, como com o Xbox 360.

Agora, o trabalho de engenharia nos bastidores parece ser a constante. Pela lógica, essa abordagem como passo inicial faz sentido: arrumar as fundações para, em seguida, partir para melhorias mais agressivas na "casca", na usabilidade, aonde o usuário efetivamente percebe mudanças. Se é esse mesmo o cronograma para o futuro, só o tempo dirá. Se não for, com a Google batendo forte em redes sociais e reformulando os seus serviços, as coisas ficarão ainda mais difíceis para o Windows Live...

Com informações do LiveSide.









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