No seu PC, é comum atualizar programas, incluindo navegadores, assim que novas versões são lançadas. Caso algo dê errado, o conserto é, na maioria das vezes, rápido e indolor. Em último caso, basta desinstalar e reinstalar o programa afetado. Sem trauma.
Em grandes parques de máquinas, de instituições de ensino e empresas, a situação é mais delicada. Sysadmins tomam conta de dezenas, centenas, às vezes milhares de máquinas. Um deployment é estudado e testado muito antes de ser realizado, pois se der algum problema, não só com a instalação/atualização, mas com o fluxo de trabalho dos funcionários, os prejuízos são enormes.
É por essas e outras que o IE6 e o Windows Vista, dentre outros, ainda são suportados pela Microsoft, que oferece atualizações para problemas de segurança assim que esses são detectados. Algumas empresas até querem fazer a migração, mas estão presas a aplicações legadas que "quebram" em novas versões dos programas sobre os quais rodam.
Além do Internet Explorer, somente o Firefox é visto em ambientes do tipo. O Opera é incomum mesmo em PCs domésticos e o Chrome, um desastre no mundo corporativo. IE e Firefox oferecem as premissas básicas ao sysadmin para serem usados de forma segura em seus parques de máquinas.
Com o novo ciclo de atualizações do Firefox, que prevê um major release por trimestre, todo o histórico do navegador da Mozilla em ambiente corporativo foi pulverizado. Num post do blog de Mark Kaply, surgiu o triste relato do responsável pelas 500 mil (!) máquinas da IBM. Todas estavam com o Firefox 3.6 rodando e, justo quando os testes com o Firefox 4 terminaram, a Mozilla não só liberou o Firefox 5 como encerrou totalmente o suporte à agora versão anterior.
Para piorar, Asa Dotzler, diretor da Mozilla, comentou o post no blog de Mark dizendo que usuários corporativos nunca foram o foco da Mozilla e, mesmo que tivessem recursos para arcar com o suporte a eles, não o faria, pois o mesmo que se gasta para manter um deles feliz é suficiente para fazer vários usuários regulares contentes.
Não que fosse preciso, mas como agora única opção confiável para ambientes corporativos, a Microsoft, na figura de Ari Bixhorn, diretor do Internet Explorer, se ofereceu como alternativa aos órfãos do Firefox nas empresas, atestando que o Internet Explorer 9 terá suporte até janeiro de 2020, não importando quantas versões sejam lançadas até lá.
Conciliar as responsabilidades do mundo corporativo com os anseios dos usuários domésticos é algo realmente difícil, mas não impossível. A Canonical, mantenedora da distribuição Linux Ubuntu, tem uma solução interessante: lança novas versões do sistema a cada seis meses com 18 meses de suporte; porém, a cada dois anos uma delas ganha a atribuição LTS (Long-term support), que lhe concede três anos de suporte na versão desktop e cinco para a de servidores.
Com informações do Neowin.
