O Chrome não é mais o navegador com a interface mais minimalista do mercado — hoje quem detém o título é o Internet Explorer 9. Apesar da vice-liderança nesse setor, é inegável a contribuição que o navegador da Google deu ao segmento.
Desde que foi lançado, no final de 2008, o Chrome lançou tendência e, pouco a pouco, seus concorrentes rumaram na mesma direção: interfaces mais discretas, mais espaço para as páginas em si.
Com o intuito de recuperar a liderança na briga pela finura, a última build do Chrome Canary, um canal especial do navegador da Google ainda mais “cru” que o canal Dev, trouxe um novo experimento, a navegação compacta. Ela vem desativada por padrão, é preciso ir ao about:flags, ativar a opção “Compact Navigation” e reiniciar o navegador. Feito isso, clique com o botão direito numa aba e marque a opção “Hide the toolbar”. O resultado é esse:
O espaço extra é bastante bem-vindo e torna a área de controles do Chrome mais fina que a do IE9, conforme o comparativo abaixo demonstra:

Mas, sem barra de endereços, como os digitamos para acessar os sites que queremos? Na realidade, a barra de endereço, ou Omnibox, como é conhecida no Chrome, fica oculta. Ao abrir uma nova aba, ela surge imediatamente abaixo dela; em abas já abertas, basta um clique duplo na mesma para fazê-la surgir.

Pode parecer estranho no começo, mas o ganho de espaço é bem interessante, além de despoluir ainda mais a interface do navegador.
Dos botões que tradicionalmente acompanham a barra de endereços, só sobram os de avançar e voltar e o ícone da chave inglesa que dá acesso às opções do Chrome; o de atualizar some — use F5 para atualizar uma página e Esc para parar o carregamento. Aliás, seria até interessante abolir também os de navegação, já que há atalhos no teclado para ambas — no caso, Alt + seta à esquerda para voltar e Alt + seta à direita para avançar.
A navegação compacta já era esperada. Por ora disponível só na versão Canary, há um longo caminho até ela chegar à versão estável do Chrome, se chegar; sempre existe a possibilidade da Google abortar a ideia. Se tudo correr bem, porém, é provável que chegue aos usuários finais lá pela versão 13 ou 14 do Chrome...

