O mundo assiste, consternado, o desenrolar dos eventos pós-tsunami no Japão. A onda gigante que acometeu cidades ao nordeste do país após um maremoto de 8,9º na escala Richter causou muitos estragos materiais e irremediáveis perdas humanas — algumas estimativas apontam até dez mil mortos.
Como acontece em toda tragédia desde que a Internet surgiu, há muita comoção e informação online. Grandes empresas utilizam suas forças para ajudar, na medida do possível, aos afetados pela fúria da natureza. Hoje, nas áreas afetadas, há racionamento de energia e combustível, e comida e água potável são escassas.
A Microsoft decidiu ajudar o Japão. Infelizmente, o setor de marketing do Bing lançou uma promoção meio… bem, uma promoção. No Twitter, pediu que as pessoas dessem retweet numa mensagem; a cada mensagem repassada, US$ 1 seria doado ao Japão, até o limite de US$ 100 mil.

A repercussão foi bastante negativa. Muitos usuários do Twitter acusaram a Microsoft de estar promovendo o Bing às custas de uma tragédia. Embora sem muita força, tal qual a própria campanha, a hashtag #f**kbing chegou a chamar a atenção e, atingindo seu objetivo, fez a gigante de Redmond rever seu posicionamento.
Horas mais tarde, no mesmo perfil do Bing no Twitter, a empresa se desculpou pela "percepção negativa" da ação. Segundo a mensagem, a ideia era dar às pessoas uma forma fácil de ajudar o Japão. A campanha foi cancelada e os US$ 100 mil limites da promoção, totalmente doados.

