Mais do que trazer novos recursos e melhorias, atualizações de programas têm uma outra finalidade de suma importância: corrigir bugs.
O processo de criação e manutenção de aplicativos, do ponto de vista do desenvolvedor, é algo complexo. E como a produção de software depende primariamente de seres humanos, que programam em linguagens específicas, falhas podem acontecer.
Alguns casos são notórios pela recorrência com que são "remendados". Flash Player, da Adobe e, até a penúltima versão, o Adobe Reader, também da Adobe. Com o Adobe Reader X, a empresa utilizou uma técnica chamada "sandboxing", que consiste em isolar os processos do programa do restante do sistema, diminuindo consideravelmente as possibilidades de ataque e comprometimento ao sistema.
Problema resolvido, certo? Não. Um estudo da AVAST Software, dona do popular avast! Antivirus, revelou dados preocupantes sobre a letargia com que a base de usuários do Adobe Reader atualiza o programa. 80% dos usuários das soluções antivírus da empresa usam, também, o Adobe Reader, cuja sub-divisão em versões se dá da seguinte forma:

Note, no gráfico, que apenas 40% da base está com a última versão do Adobe Reader instalada ou tem o Adobe Reader 9, que continua recebendo correções, totalmente atualizado. Visto de outra forma, esses dados revelam que 60% dos usuários estão com versões do Adobe Reader que apresentam brechas de segurança.
1/3, ou 33% deles, usam versões de duas ou mais gerações atrás, essas há muito sem receber novas atualizações.
Vale lembrar que, nos últimos anos, o Adobe Reader foi uma das principais armas dos crackers para comprometer sistemas rodando Windows, chegando ao ápice de uma empresa de soluções de segurança, a F-Secure, desaconselhar o seu uso.
Caso utilize o Adobe Reader, verifique a versão instalada e, se não for a última, faça um favor a si mesmo e atualize o programa. O download é gratuito.
Via Zero Day.
