Existe uma categoria de players de vídeo que se destaca por dispensar a instalação de CODECs no sistema operacional. Esses programas lidam com formatos variados de forma única, diminuindo consideravelmente as potenciais dores de cabeça na hora de rodar um vídeo codificado num formato pouco usual, como Matroska ou Quick Time Video.
Dentro desse rol, o VLC se destava. Programa veterano, tem novas versões lançadas a conta-gotas, mas sempre com melhorias bastante interessantes. O VLC 1.1, lançado hoje, segue a tradição.

Os principais destaque, dentre as muitas otimizações e correções de praxe, dizem respeito à inclusão de aceleração via hardware, o que permite que vídeos em alta definição rodem mais suavemente, e suporte ao padrão livre WebM, de iniciativa da Google com a pretensão de ser o formato oficial da linguagem HTML5.
Como nem tudo são flores, uma grande baixa abateu o VLC: remoção dos canais de streaming do SHOUTcast. O problema todo deriva da AOL, dona da Nullsoft e, consequentemente, do SHOUTcast. A empresa entrou em contato com os desenvolvedores do VLC, e exigiu que, caso quisessem continuar mostrando as estações, deveriam incluir software da AOL no instalador do programa. Claro que o pedido foi negado, e em represália, os desenvolvedores do VLC colocaram no site oficial do programa os endereços de e-mail de alguns figurões da AOL, com o intuito de que seus usuários façam pressão para que a empresa libere o SHOUTcast.
O update é válido, mas é importante ressaltar que, no momento, a aceleração por hardware só funciona em computadores rodando Windows ou Linux, com placa de vídeo da NVIDIA.
