Ritmo frenético. Em pouco mais de 24 horas, foram cinco RCs e a versão final. O Opera mostrou que com muito café, pó de guaraná e energético, dá para encurtar em muito o trabalho de desenvolvimento. Se esse modelo se mostrará deficiente, na forma de bugs na versão final, só o tempo poderá dizer.

A verdade é que já está na praça a versão final do Opera 10.50. Com interface totalmente reformulada, novos motores gráfico e de JavaScript, e integração harmoniosa com recursos da interface Aero do Windows 7, além da já comum navegação privativa e outros recursos bacanas, novos e herdados das versões anteriores, essa é, provavelmente, a versão mais completa e amigável do navegador norueguês em muito tempo. E os desenvolvedores sabem disso.
A acelerada no desenvolvimento vista nos últimos dois dias teve um motivo: colocar o Opera 10.50 na tela de escolha de navegadores que a Microsoft liberará na Europa, nessa semana. Essa tela, resultado de um processo de anos movido pela União Europeia com algumas empresas atiçando a briga (Opera entre elas), é uma grande chance de se sobressair ante os concorrentes, em especial o Internet Explorer. Colocar o que há de melhor à disposição de usuários em potencial é algo que todos almejam, e com a Opera não foi diferente.
Se você nunca usou o Opera, ou já, mas não gostou do que viu, lhe digo: vale a pena dar outra chance. Interface bonita e bem resolvida, recursos de sobra, e um motor muito rápido - para ser exato, o mais rápido da atualidade. Por ora, apenas a versão para Windows está disponível. Mac e Linux ganharão a 10.50 "em breve".
