Se você gosta de criar e produzir vídeos no Windows, se vê numa típica situação de "oito ou oitenta". De um lado, temos o acanhado Windows Live Movie Maker, com ferramentas limitadas que dão conta do recado no nível básico. Exija qualquer coisa acima disso, e você terá sérias dificuldades para alcançar o resultado esperado. Na outra ponta temos os editores profissionais, como o Sony Vegas, que fazem miséria, mas é caro e bastante complicado.
O "meio termo" praticamente não existe. Ou melhor: não existia. Antes um software proprietário, agora o Lightworks é gratuito e, não só, open source. Ele ainda está em estágio beta público, mas já pode ser baixado por qualquer um, basta criar uma conta (gratuitamente) no site oficial. O instalador tem 42 MB e, para rodar, é preciso instalar os CODECs Matrox (11 MB).

Ao abrir o Lightworks, nos deparamos com uma interface bastante peculiar, que ocupa a tela inteira não como uma janela, mas como um plano de fundo para as janelas flutuantes, um esquema muito parecido com o do GIMP. De cara, o software oferece três layouts de teclado; além do padrão, há um semelhante ao do Final Cut Pro (editor de vídeos da Apple, exclusivo para o Mac OS X) e outro para o Avid (Studio, outro editor, esse com versão para Windows).
A interface é dividida da seguinte forma: no canto superior esquerdo, o projeto e as "salas" (dá para criar várias para trabalhar ao mesmo tempo). No lado esquerdo, uma espécie de dock com os comandos principais do editor. Na parte inferior, os controles de vídeo básicos. Todas as demais funções e janelas ficam flutuando na tela.
É bem provável que a curva de aprendizado para quem vem de outros editores e, principalmente, para quem nunca mexeu em um, seja grande. Mas o software aparenta robustez e traz uma série de ferramentas que prometem dar aquele trato fino tanto nos vídeos de família, quanto em trabalhos mais elaborados e profissionais. E pelo que custa (nada), é uma oferta imperdível.
