Ele tem uma base de 17 milhões de usuários, mas mesmo assim vive fora dos holofotes da mídia especializada. Nascido para ser “o navegador social”, o Flock, que até então sempre utilizara o Firefox como base, nunca emplacou. Com o lançamento da terceira versão, por ora ainda em estágio beta, os desenvolvedores decidiram radicalizar. Trocaram a base da Mozilla pela da Google, e agora o Flock 3 é um “Chrome-like”, ou seja, baseado no projeto open source Chromium, só que (bem) mais social.
Todas as vantagens do Chrome, como a alta velocidade no carregamento de páginas e processamento de códigos, suporte a extensões e modo privado/incógnito (aqui, renomeado para Stealth), felizmente permanecem.

As adições estão, como dito, nos aspectos sociais. A mais visível é a barra lateral, que exibe atualizações dos seus contatos em diversas redes sociais. Ela é totalmente personalizável, logo, se as atualizações do FarmVille lhe irritam, basta eliminá-las no filtro. Existem ainda um recurso de grupos, para organizar seus contatos por quaisquer critérios que deseje, e uma poderosa busca de conteúdo.
O processo contrário, ou seja, a geração de conteúdo, também é fácil. O ícone de um balãozinho aparece na Omnibar, a barra de endereços do navegador. Clique ali, e uma caixa de texto, para atualizar status em redes sociais, aparece. Dá para enviar links para Twitter e Facebook, e até mantê-los privados.
Em relação ao Chrome, duas grandes melhorias se destacam. A primeira, é suporte nativo a feeds. No Chrome tradicional, isso só acontece mediante extensão, uma “falhinha” boba e incompreensível da Google. A outra, é uma autenticação-mestra, ou seja, uma senha que libera todas as demais armazenadas no navegador.
Com a mesma abordagem, mas “motor” novo, será que chegou a hora de dar uma nova chance ao Flock?
