A Google lançou, há pouco, a extensão Personal Blocklist para seu navegador, o Chrome. A novidade afeta diretamente o uso do buscador da empresa, que há tempos vem lutando contra um problema que afeta a todos: as content farms (em tradução livre, "fazendas de conteúdo").
Content farms são domínios criados aos montes com conteúdo direcionado e de baixa qualidade com o único objetivo de fisgar usuários em buscadores, principalmente o Google. São, em outras palavras, uma versão profissional dos contestados blogs "caça paraquedistas", que agem da mesma forma. Ambas as técnicas visam fisgar usuários incautos para que esses, ao entrarem no domínio desejado, cliquem em publicidade bastante segmentada. Em termos simples, é um "spam de buscadores".
A extensão do Chrome insere links em cada resultado da busca. Esses links atuam como filtros: clique num, e o domínio para o qual aquele resultado aponta é colocado numa lista negra, de modo que não aparece mais para o usuário. No rodapé das páginas de resultados, um outro link expande os resultados omitidos pela extensão. Na barra de ferramentas do Chrome, um botão dá acesso à listagem de todos os domínios bloqueados, que podem ser removidos e/ou editados facilmente.
O mais curioso é que esses resultados poderão ser usados pela própria Google para eliminar ou, no mínimo, penalizar domínios que constituem content farms. A medida chama a atenção porque, historicamente, a Google se baseia única e exclusivamente em seus algoritmos para entregar resultados de buscas aos usuários. Esse tipo de atuação conjunta com seres humanos é um tanto quanto rara.
A Google, que obtém a maior parte do seu lucro dos anúncios veiculados em seu buscador, há poucas semanas declarou guerra às content farms. Esse tipo de ação afeta diretamente os resultados das pesquisas dos usuários, que com mais spam e menos conteúdo legítimo, pode procurar (e, pior, gostar de) alternativas, como o Bing, da Microsoft, que há meses vem crescendo sua base de usuários.

