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Concorrência é sempre benéfica, portanto, mesmo que você use e adore o Microsoft Office, é bom saber que lá fora existe o OpenOffice.org (ou, como é conhecido no Brasil, BrOffice), bem como outro padrão de arquivos aberto, o OpenDocument Format, ou simplesmente ODF.
O BrOffice 3.2, lançado neste mês, traz uma importante novidade com a finalidade de quebrar as barreiras entre as duas aplicações: suporte ao padrão OOXML. Isso significa que, independente de plugins e/ou conversores externos, a partir de agora o BrOffice "conversa" com arquivos gerados nos Office 2007 e 2010, nativamente.
Segundo tradução no site oficial do BrOffice de uma nota do inglês The Register, a conversão, embora competente, ainda carece de melhorias, algo especialmente visível em arquivos com formatação complexa, que acaba se perdendo ou sendo comprometida durante a conversão. É um problema histórico entre os dois formatos, e apenas com muito investimento e pesquisa será contornado.
Ainda nessa versão, outro ponto crítico do BrOffice foi melhorado: velocidade de carregamento das aplicações. Destaca-se que as melhorias nesse quesito foram gritantes, o que é sempre bom - ninguém gosta de esperar um tempão para começar a utilizar um software.
Além dessas mudanças e de pequenas outras melhorias e correções de bugs, o time que trabalho no OpenOffice.org/BrOffice tem uma missão bem difícil no caminho, do tipo que não envolve código-fonte, compiladores, nem janelas; a missão é burocrática.
Mês passado, a Oracle comprou a Sun Microsystems, que destina esforços, investimentos e mão de obra no desenvolvimento do OpenOffice.org. Embora a "nova chefe" tenha prometido manter os trabalhos na suíte de escritório do jeito que eles se encontram hoje, rola uma certa insegurança na comunidade, principalmente porque a Oracle planeja investir nessa mesma área, porém nas nuvens, ou seja, a Oracle planeja lançar um Office baseado no navegador. Muitos cogitam uma possível "dobradinha" entre OpenOffice e o tal Oracle Cloud Office, a exemplo do que acontecerá com Office 2010 e Office Web Applications, mas ainda é bastante cedo para prever qualquer coisa.

Um fork já conhecido do OO é o Go-OO que até o momento é idêntico ao OO só que eles possuem o código sempre atualizado. Tanto que a Oracle sabe que se ela fechar ou frear o desenvolvimento do OO teremos a atenção voltada para o Go-OO ou outro fork, ou mesmo o KOffice que no início precisa de muitas melhorias (como incluir mais ferramentas e compatibilidade com os filtros OOXML) mas é usável e estável também.