Cada vez que acessamos um site no navegador, o que esse programa faz, a grosso modo, é requisitar ao endereço os arquivos que estão hospedados no servidor correspondente. Logo, o navegador baixa o site sempre que apontamos para ele. Há recursos que tornam esse processo mais rápido, em especial o cache, mas havendo modificações, ou no primeiro acesso, sempre acontece o download.
O problema: Flash
Hoje temos conexões rápidas, mas em paralelo, sites estão mais pesados. O uso de imagens em boa resolução e elementos multimídia, como vídeo, música e Flash, acabam por empatar com o ganho em velocidade. Sim, ainda é bem mais rápido do que na época da conexão discada e sites estáticos, mas poderia ser mais.
Uma boa forma de incrementar a velocidade de carregamento das páginas sem comprometer a qualidade visual delas é tornar elementos em Flash acessíveis sob demanda. Ao acessar um site com quaisquer coisas em Flash, essas não são executadas, sequer baixadas, automaticamente. É preciso autorizar, com um clique, o carregamento.
Pode parecer bobagem, mas em sites mais pesados, com uso intensivo de Flash, seja para fins de conteúdo, seja em publicidade, o ganho é notável.
A solução: Extensões
Fazer o bloqueio de conteúdo em Flash é fácil se você utiliza Chrome ou Firefox. Ambos dispõem de extensões que barram o carregamento de elementos em Flash, só os liberando caso o usuário clique em cima dos mesmos.
No Chrome, a extensão é a FlashBlock. Após instalá-la, automaticamente todos os elementos em Flash, de todos os sites, passam a ser barrados por padrão, e um ícon surge no final da Omnibox (barra de endereços).
A FlashBlock possui algumas opções, como ocultar o ícone da Omnibox, mudar o posicionamento da camada que sobrepõe os elementos em Flash e estender o bloqueio para elementos em Silverlight. Ainda na tela de opções, é possível gerenciar a "Whitelist", lista de exceções, ou seja, sites que têm o Flash liberado.
É interessante incluir na whitelist sites que são totalmente dependentes de Flash, como o YouTube, por exemplo. Para fazer essa inclusão, clique com o botão direito num elemento Flash (logo, bloqueado) e, no menu que surge, clique em "Allow flash (always)". Note que, acima dessa, existe outra opção parecida, mas temporária ("temporary"). Clicando nessa, a exibição de conteúdo Flash só será liberada durante essa sessão. Saiu ou recarregou a página? Tudo volta a ser bloqueado.

Se você usa o Firefox, a extensão é a… Flashblock (não rola muita criatividade por aqui). Basicamente, os mesmos princípios da extensão homônima do Chrome são válidos aqui. A única diferença é que não há como liberar Flash numa única sessão.

Benefícios
Além da economia de banda e aumento na velocidade de carregamento dos sites, o bloqueio do Flash também colabora para com a autonomia da bateria em notebooks e netbooks. Como o Flash exige bastante do equipamento para rodar, quanto menos execuções, menos trabalho, logo, menos desperdício de energia.
