forma bastante fundamentada, acusou a Microsoft de estar copiando resultados de busca do seu produto no dela, o Bing.
Para comprovar a prática, que já estava no radar da Google há pelo menos um ano, a gigante de Mountain View criou um conjunto de cem buscas sintéticas, termos que seres humanos de verdade jamais usariam numa consulta, e passou a consultá-los no próprio, como se fosse uma isca para o Bing. O experimento surtiu o resultado esperado, algum tempo depois, esses termos absolutamente sem sentido começaram a aparecer também no Bing.
A Google aponta o recurso Sites Sugeridos, do Internet Explorer 8, e a Barra de ferramentas do Bing, de serem os responsáveis pela coleta de dados (anonimamente, vale dizer) de usuários, dentre os quais estariam as consultas feitas ao Google que possibilitam a "cópia". O envio de informações à Microsoft é opcional, mas vem ativado por padrão, o que faz com que muitos usuários incautos colaborem para com o sistema, mesmo sem saber.
Do seu lado, a Microsoft se defende dizendo, claramente, que não copia resultados do Google. Num texto assinado por Harry Shum, vice-presidente corporativo do Bing, ele explica que o buscador utiliza mais de mil "sinais e recursos diferentes para criar o algoritmo de rankeamento". Alguns desses provêm de informações anônimas cedidas por usuários que optam por enviá-las à Microsoft, através das ferramentas citadas acima.
O clima está quente entre as duas empresa, como há muito não se via. Ainda não se sabe quais serão os próximos passos da Google. Existe uma acalorada discussão sobre a legalidade e moralidade das ações da Microsoft, ainda também inconclusiva. O que você acha?

