No Inside Windows Live, blog oficial do Windows Live, mudanças. Os dois últimos posts publicados lá funcionam como marcos de uma nova era, a era Wave 4. Após explicar o que é Windows Live no penúltimo post, no último, Chris Jones, vice-presidente corporativo do Windows Live, definiu as bases da próxima geração da marca.
Voltando um pouco, no penúltimo post, vê-se claramente uma mudança de foco no Windows Live. Quando surgiu, a proposta da marca era ser a linha de serviço Microsoft na Internet, deixando a parte de conteúdo para a MSN. Agora, a história é outra, e o mote é: Windows Live complementa a experiência Windows. A meta é oferecer serviços e programas que permitam aos usuários fazerem e se divertirem mais no Windows.
Trata-se de uma mudança, ainda que meramente conceitual, bem-vinda e mais adequada à realidade. Dá mais liberdade à criação de aplicações e serviços, e cria mais expectativa dos usuários - quanto a isso, ainda não sei se é bom ou ruim.
O texto como um todo é bem explicativo, e vale a leitura. Está em inglês, mas sempre há a esperança de que ele seja traduzido no blog oficial brasileiro.
No último publicado, a coisa começa a ficar realmente interessante. A partir de agora, é Wave 4 na cabeça e nada mais. O texto diz que há meses builds do Windows Live Essentials e versões preliminares dos serviços Windows Live vêm sendo testadas internamente, e que a partir de agora, elas serão liberadas para gente de fora, com a intenção de, baseados no feedback oferecido, afiar cada vez mais os programas até chegar no ponto para o lançamento da versão final.

Na Wave 4, todos os programas e serviços serão atualizados, mas três, em especial, terão atenção redobrada: Windows Live Messenger, Hotmail e Essentials. No Essentials, a meta é bem clara: integrá-lo mais e mais ao Windows. Nos dois remanescentes, esse foco é consequência da mudança de comportamento dos usuários. Se antes bastava um programa de bate-papo e um endereço de e-mail para manter contato e acompanhar amigos e parentes online, hoje essas ferramentas, consideradas sozinhas, não são mais suficientes. Redes sociais estão aí, novos recursos para o e-mail também, então, é hora de atualizar.
No Live Messenger, o bate-papo continua, mas agora dividirá espaço com as redes sociais. Vazamentos mostraram que, de fato, essas redes terão destaque na nova encarnação do Messenger, seja isso bom ou ruim. Já no Hotmail, a ideia é ir além do e-mail em texto puro, e oferecer uma experiência que ajude os usuários a economizar tempo e compartilhar conteúdo com quem quer que seja.
Em ambos os casos, nota-se bastante preocupação com a privacidade dos usuários. Já destaquei, no passado, algumas coisas realmente bacanas do Windows Live nesse sentido, em boa parte impulsionadas pela popularidade (indireta) do Windows Live. Tornar essas coisas mais claras e visíveis ao usuário comum é uma ótima abordagem.
