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Live Mesh, Live Sync, Exchange ActiveSync... Quais as diferenças?

Publicado por Rodrigo P. Ghedin em 01/09/10 às 14h30

Com nomes parecidos e reaproveitados, a Microsoft dificulta ao usuário entender o que cada produto é e para que cada um serve. Acompanhe, nesse post, alguns esclarecimentos sobre recentes anúncios da empresa.

Os últimos anúncios da Microsoft podem até ter sido bons dos pontos de vista técnico e funcional, mas num falham feio: nomenclatura. A empresa, famosa por complicar algumas coisas simples, como essa, fez jus à fama ao (re)batizar alguns recentes lançamentos com nomes dúbios e complicados, fazendo um nó na cabeça de muitos usuários, inclusive alguns mais experientes.

A ideia, aqui, é traçar um histórico e explicar, sem entrar em detalhes, o que cada programa faz, algo que nem sempre fica claro só pelos nomes dos mesmos. Se mesmo após o que vem a seguir restarem dúvidas, utilize o espaço para comentários para dirimi-las, ok?

Começando pelo mais recente, o Exchange ActiveSync (EAS). O nome parece a junção de outros dois produtos conhecidos e já há bastante tempo no mercado, o serviço de emails corporativo Exchange, e o software para sincronia entre smartphones Windows Mobile e PCs/Outlook ActiveSync. O EAS tem um pouco dos dois — e talvez isso justifique seu nome. O que o EAS faz é sincronizar emails, contatos, calendário e tarefas entre Windows Live (Hotmail) e smartphones que não sejam Windows Mobile. Seria mais ou menos como uma "versão doméstica" do Exchange para outras plataforma móveis que não a da Microsoft (Windows Mobile).

Agora, vejamos o caso do Windows Live Mesh — aproveite e já anote: esse é o nome final e único. Para entender melhor, porém, temos que voltar dois anos no tempo.

Em meados de 2008, a Microsoft apresentou o Live Mesh. Era uma plataforma colaborativa na qual estava inserido um sistema de compartilhamento de arquivos que integrava a nuvem, ou seja, além de sincronizar arquivos entre PCs e smartphones, também na Internet haveria uma cópia atualizada. Se cabe um exemplo, ao menos nessa parte ele assemelhava-se bastante ao Dropbox.

Naquele mesmo ano, a empresa ressuscitou o FolderShare, um programinha que também funcionava para sincronia de arquivos, mas sem integrar a nuvem, ou seja, só sincronizava arquivos entre PCs, via p2p. Algum tempo depois, o FolderShare foi rebatizado como Windows Live Sync.

Corta para 2010, liberação do beta público do Windows Live Essentials 2011. Nele, apareceu uma versão otimizada do Windows Live Sync, que nada mais era que a fusão entre o antigo Windows Live Sync e o Live Mesh. Após dois anos de redundância e muita confusão entre seus próprios usuários, enfim as ferramentas de sincronia de arquivos da Microsoft foram unificadas.

Quando tudo parecia encaminhado, foi anunciada a troca do nome do Windows Live Sync, que agora é o Windows Live Mesh. Mentalize esse nome, é ele que aparecerá na versão final do Windows Live Essentials 2011. O mais estranho nesse caso é que, quando surgiu, o Live Mesh era totalmente à parte do Windows Live. Não, não é sua culpa, é difícil de compreender mesmo.

Em resumo, esses são os nomes dos recentes anúncios da Microsoft destrinchados. É complicado, e o motivo... bem, quem sabe?

Comentários
Andre comentou em 01/09/10 às 12h16: Responder Complicar é pouco. TODOS os serviços da Microsoft viraram samba. Ontem, eis que aparecem contatos no meu perfil do live(ou seria hotmail? Sei lá). ″Meus amigos″. Não aceitei ninguém, e mesmo assim aparecem os meus contatos do windows live messenger.








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