Segurança na Internet é assunto sério. Tanto que, não é de hoje, grandes empresas do ramo, como a Microsoft, investem pesado em mecanismos que, se não acabam com tentativas de golpes, amenizam o problema.
Uma dessas inovações é o filtro SmartScreen, do Internet Explorer. Baseado em alguns critérios, como listas negras e parâmetros da própria página, o SmartScreen avisa o usuário quando esse cai em alguma página que pode representar algum perigo à sua segurança. Até março deste ano, o filtro já tinha barrado mais de 560 milhões de tentativas de phishing, com média atual de 3 milhões de bloqueios por dia.
Na Wave 4, o novo Live Messenger incorpora o SmartScreen. Links suspeitos e/ou desconhecidos compartilhados nas conversas, ao serem clicados, passam pelo filtro, no estranho endereço rdir.us. Uma boa? Poderia ser, porém a implementação não é das melhores...
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Dois detalhes irritam usuários mais experientes. O primeiro reside na impossibilidade de se desabilitar o filtro. Não tem jeito, o usuário fica sujeito ao SmartScreen mesmo quando tem certeza absoluta de que o endereço é confiável. O outro, mais problemático, é a exigência de login e senha para ver um simples link.
A exigência de login e senha traz dois inconvenientes graves. O primeiro é a experiência em si, afetada no momento em que, para acessar um link, o navegador pede autenticação. Ligado a isso, surge dúvidas em relação à privacidade, afinal, os links compartilhados passam pelos servidores da Microsoft antes de serem “liberados” para o usuário.
O assunto ainda renderá boas discussões, mais uma vez colocando frente a frente privacidade e segurança. Dá para conciliar ambos?
