O Explorer conseguiu ficar ainda mais enxuto e, ao mesmo tempo, fácil de usar no Windows 7. Não bastasse isso, trouxe melhorias (ou "refinamentos", segundo o vocabulário da Apple) que fazem muita diferença no dia-a-dia. Pelo menos no meu. E são essas mudanças de hábito positivas que pretendo compartilhar neste artigo.
Essa é a visão geral do Explorer, quando apertamos o atalho mais famoso e usado do mundo (WinKey + E):

Nota-se grandes mudanças em relação ao Vista, e esmagadoras em relação ao XP e anteriores. A mais evidente, talvez, é a barra na lateral esquerda. Ao invés de focar-se na árvore de pastas do HD, ganham destaque atalhos para locais favoritos e as bibliotecas.
Favoritos
Os favoritos são atalhos para as pastas mais usadas do sistema. Pode ser qualquer uma, em qualquer lugar. Poupa tempo, e deixa sempre à mão os caminhos mais utilizados. Para acrescentar um local aos favoritos, acesse-o no Explorer, clique com o botão direito no título Favoritos, e no menu que surge, clique no último item (Adicionar local atual a Favoritos).

Remover um local dos favoritos é tão simples quanto adicionar. Clique com o botão direito do mouse no local favorito desejado, e no menu de contexto, clique em Remover.
Note que, além de locais sempre usados, os favoritos podem ser utilizados para trabalhos temporários. Digamos que eu esteja trabalhando num layout, e ao mesmo tempo testando o site num servidor local. Posso, temporariamente, incluir nos locais favoritos a pasta em que guardo meus HTMLs, e a pasta do servidor local.
Bibliotecas e Grupo doméstico
Outra grande novidade do Explorer, no Windows 7, é o conceito de bibliotecas. Elas permitem agregar, num local único, arquivos espalhados pelo HD. Isso é especialmente útil para quem costuma dividir o HD, deixando uma unidade para o sistema, e outra para arquivos pessoais (documentos, fotos, vídeos, etc.). A biblioteca nada mais é que um apanhado de pastas, mostradas num único local. É como se fosse um atalho virtual para vários locais, simultaneamente.
A mágica acontece ao clicar no link X locais, na parte superior da janela de uma biblioteca, onde "X" é o número referente à quantidade de locais ligados à biblioteca.

Nessa tela, bem simples e auto-explicativa, o usuário pode acrescentar e remover pastas que integram a biblioteca em questão (no caso, a de imagens).
Além da vantagem local, de ter num local virtual todo conteúdo relacionado a determinado tema sem ter que movê-los fisicamente entre pastas, as bibliotecas têm íntima ligação com o Grupo doméstico, famigerada tradução para o Homegroup. Em poucas palavras, o Homegroup é uma forma extremamente facilitada de compartilhar arquivos entre membros de uma rede doméstica. Através de uma senha, outros computadores rodando Windows 7 da rede têm acesso às bibliotecas que o usuário compartilhar.

Ok, eu sei que tudo isso era possível em versões anteriores do Windows, mas nunca esteve tão fácil quanto agora - e isso não é propaganda do instalador do Windows! Computadores que rodam versões anteriores do Windows conseguem "conversar" com o Windows 7 da mesma maneira de antigamente. Em minha rede doméstica, por exemplo, consigo acesso às bibliotecas do desktop através do notebook (com Windows XP), só que no método pré-7, como funcionava até o Windows Vista.
Voltando às bibliotecas, por padrão o sistema traz quatro prontas. Nada impede que novas sejam criadas, bastando, para tal, clicar em Nova biblioteca, na barra de ferramentas das bibliotecas.

Barra de ferramentas dinâmica
Essa vem do Vista, mas merece menção pelos ajustes ganhos no Windows 7. A barra de ferramentas do Explorer é dinâmica, ou seja, muda seus itens de acordo com o conteúdo/tipo da pasta em exibição. Alguns exemplos:

Os atalhos são poucos, mas os essenciais. Alguns padrões são mantidos sempre, como o menu Organizar, no início, com opções básicas que outrora ficavam sob o menu Editar (copiar, colar, recortar), além de opções que também são acessíveis pelo menu de contexto, como selecionar tudo, excluir e renomear.
Do lado direito, acesso rápido aos modos de exibição dos itens, e botão de acesso ao painel de visualização, além do atalho para a ajuda específica do Explorer.
Com boa distribuição de opções, e mais que isso, distribuição intuitiva e natural, os menus antigos, ainda acessíveis via Alt esquerdo, tornam-se praticamente dispensáveis. São raros os casos em que ele precisa ser exibido - agora, só lembro das Opções de pasta, que também é acessível pelo Painel de controle Não consigo lembrar de nada nos menus clássicos que não esteja disponível de forma mais acessível n'outros lugares da janela (valeu, Neto!).
Painel de visualização
Como o próprio nome diz, o painel de visualização permite pré-visualizar determinados tipos de arquivos. Justiça seja feita, ele permite visualizar a maioria dos tipos de arquivos, inclusive os do Office.

Muito bom, muito bonito, mas não consigo usar. O painel de visualização é, talvez, minha única crítica negativa em relação ao novo Explorer. Ele fica espremido no canto, sem possibilidade de mudar sua posição, e acaba ocupando espaço precioso, que gosto de usar para visualizar dados dos arquivos como tamanho, tipo e data de modificação. Talvez uma solução mais... radical, como o Quick Look do Finder, deixasse o recurso mais atraente e útil no dia-a-dia. De qualquer maneira, para mim as miniaturas funcionam bem nos dois tipos de arquivos que mais demandam pré-visualização: imagens e vídeos. Com ícones grandes, dá para ter noção do que se trata tal arquivo.

Busca
A busca instantânea é outra feature herdada do Vista, mas que ganhou retoques consideráveis no Windows 7. Para começar, há um útil realce do termo buscado nos arquivos encontrados pelo sistema. No próprio campo de busca, posso acrescentar outros critérios concomitantes, como tipo de arquivo, data de modificação e autores. Atalhos rápidos no fim dos resultados aumentam o escopo da pesquisa, podendo incluir o computador inteiro, membroso do Grupo doméstico e Internet. Enfim, é difícil se perder com a busca a seu lado.

No exemplo acima, busquei por arquivos que continham "wizard" no nome ou no conteúdo, editados por mim (Rodrigo Passoli Ghedin), no dia 6 de junho de 2009, e que fossem do formato *.docx. A string da pesquisa ficou assim:
datademodificação:?06/?06/?2009 wizard tipo:=.docx autores:="Rodrigo Passoli Ghedin"
Assustou? Calma, foi tudo feito automaticamente, via interface gráfica. Como disse acima, a busca oferece esses parâmetros, não é preciso decorá-los:

Em pastas com muitos arquivos, como a dos meus documentos, utilizo muito a pesquisa. E isso ensejou uma mudança de postura no sentido de batizar arquivos. Hoje dou nome a meus arquivos como se fossem tags. Se escrevi uma receita de bolo de chocolate, por exemplo, meu arquivo chama receita bolo chocolate.docx. Facilita muito na hora de encontrar algo utilizando a busca.
Tipos de agrupamento
De longe, uma das melhores coisas que o Explorer oferece. Além de organizar ícones por data, nome ou tipo, é possível agrupá-los segundo esses mesmos parâmetros. E mais: dá para organizá-los e agrupá-los utilizando critérios diferentes!
Citarei como exemplo meu desktop. Uso-o como uma área temporária, especialmente quando edito textos. Jogo ali imagens, informações e tudo que for relacionado ao que estou escrevendo. Por isso, sempre deixo no topo da janela os ícones mais recentes. Como às vezes trabalho num texto por mais de um dia, divido os arquivos da área de trabalho por data de modificação, e listo-os da mesma maneira. Fica assim:

Ocorre que eu poderia manter essa estrutura, mas ao invés de ordená-los, dentro das datas, pelo mais recente, colocá-los em ordem alfabética. Note a diferença:

Os controles são independetes, acessíveis pelo menu de contexto da pasta. Classificar por define a ordem dos arquivos; Agrupar por defie o parâmetro usado para criar grupos de arquivos.

Lembre-se que, desde há muito tempo, cada pasta pode ter configurações individuais. Portanto, dá para definir formas de exibição de arquivos específicas para cada pasta. Após algum tempo de uso, as necessidades ficam evidentes, o que leva à criação de combinações que atendam a essas necessidades, culminando com produtividade.
Finalizando
Como se vê, o Explorer do Windows 7 tem muito mais a mostrar do que sua cara simples faz pensar. De baixo de poucos menus e um índice enxuto, há configurações poderosíssima que, se bem usadas, fazem toda a diferença no trabalho diário. Tanto que, hoje, sinto-me estranho ao usar o Windows XP do notebook. Falta algo, faltam essas facilidades que muitas vezes passam batidas, ou não são reconhecidas.
Deve haver mais segredos e facilidades no Explorer. Conhece alguma? Compartilhe nos comentários.
Espero que esse artigo lhes seja útil. Até a próxima!
