A quinta versão do Chrome, ainda em caráter beta, representará um grande passo na trajetória do navegador do Google. Será a primeira versão estável a ser lançada para Mac OS X e Linux, de acordo com o Deep Tech. Ainda sem dar sinais de que a versão final (estável/stable) está próxima de sair, paralelamente ao Chrome 5 já começaram os trabalhos no Chrome 6, disponibilizado no canal dev há poucos dias.
Esse ritmo alucinado de novas versões reflete uma filosofia diferente da qual estamos acostumados e, na prática, é adotada fortemente pela Microsoft. Entre o Internet Explorer 8, em março de 2009, e a próxima versão, o IE9, prevista para o fim do ano, terão se passado quase dois anos... Nesse mesmo lapso temporal, desde o lançamento do Chrome, no final de 2008, até hoje, já foram quatro versões estáveis/stable.

O início dos trabalhos na sexta versão significa que o grosso das novidades do Chrome 5, como suporte a geolocalização e melhorias nos motores de renderização, estão prontos. Também, leva boa parte dos desenvolvedores que realmente trabalham em novidades a respirar novos ares, voltar todo seu potencial às novidades que nós, usuários da versão stable, só veremos daqui a meses.
Aos aventureiros do canal dev, não há muito a ser visto por ora. O Chrome 6, no momento, traz os melhoramentos já vistos no Chrome 5 beta, e pequenos detalhes revistos na Omnibox, a barra de endereços do navegador, em especial o suporte a idiomas escritos da direita para a esquerda, e formas de colar itens da área de transferência para lá.
Qual dos dois modelos de desenvolvimento é mais interessante, Google ou Microsoft? Do ponto de vista do usuário doméstico, arrisco dizer que o do Google vence. Mesmo no canal stable, o fluxo de novidades e adaptações a tendências da Web, que aparecem e mudam a todo momento, traz ganhos imediatos, testados e consolidados com mais rapidez, facilitando a vida desse perfil de usuário. Já no ambiente corporativo, onde há todo um procedimento de homologação, adaptação a diretrizes e políticas de segurança, e os administradores e usuários precisam conhecer o software a fundo para que a empresa funcione bem, o modelo do Internet Explorer dá mais tempo para essas adaptações, em teoria sempre mais demoradas, fornecendo tempo hábil para que desenvolvedores e administradores de redes preparem terreno para as novas versões.
São dois ambientes bem diferentes, logo, duas propostas bem diferentes. Isso não invalida o uso do IE por usuários domésticos, nem do Chrome em ambiente corporativo; apenas evidencia as vantagens de cada um nas áreas em que mais se destacam.
