Talvez você não saiba, mas o Windows pode ser operado por dois tipos de usuários, o comum/padrão e o administrador. Esse último, administrador, é o mais popular em ambientes domésticos. Com ele o usuário pode realizar quaisquer tarefas no sistema, tendo que, no máximo, confirmar algumas mais importantes pelo UAC.
Em consequência de tamanho poder, ameaças digitais, como exploits e vírus, conseguem agir com mais facilidade em contas com privilégios administrativos. Tanto é que, em ambientes corporativos, a regra inverte-se: nesses locais, o mais comum são máquinas rodando com privilégios limitados.
Mudam as ferramentas, mas o alvo ainda é o mesmo. Com menos recursos, ameaças digitais têm menos liberdade para agir quando atingem um sistema.
A BeyondTrust, que comercializa uma solução do gênero, emitiu um relatório (registro gratuito necessário) sobre o impacto do uso de contas limitadas no dia-a-dia em produtos Microsoft. No caso do Windows 7, 90% das dez falhas críticas descobertas em 2009 têm seus efeitos reduzidos se forem exploradas em ambientes limitados.

No Internet Explorer 8, lançado em março do ano passado, o resultado é ainda melhor. Das onze vulnerabilidades reportadas durante 2009, onze afetavam o IE8, e com privilégios reduzidos, 100% delas tornavam-se ineficazes.

No total, 64% das falhas tornadas públicas ano passado em produtos Microsoft são minimizadas com o uso de contas limitadas. Para tornar uma conta limitada no Windows 7, vá ao Painel de Controle, digite “Contas de Usuários”, entre nesse item, selecione a conta desejada e clique em “Altere o tipo de conta”. Na tela que se abre, marque Usuário padrão, e salve.

